ICMS no e-commerce: comparativo entre São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo (2026)

Quanto um e-commerce paga de ICMS vendendo de SP, MG, RJ ou do Espírito Santo com o Compete-ES. Tabelas comparativas, o exemplo de R$ 1 milhão/mês e o que considerar antes de mudar a operação.

Por GuruWork Coworking · · 7 min de leitura

Resposta direta: vendendo do Espírito Santo com o Compete-ES, um e-commerce paga cerca de 7,1% de ICMS total numa venda a consumidor em São Paulo (1,1% na origem + 6% de DIFAL). Vendendo de dentro de São Paulo, paga a alíquota interna de 18%. Em Minas e no Rio, sem programa específico, a carga segue a alíquota interna do destino: 18% em MG e 20% mais FECP no RJ. A diferença chega a R$ 1,3 milhão por ano para quem vende R$ 1 milhão por mês.

Atualizado em outubro de 2026. Conteúdo informativo, baseado na Lei estadual 10.568/2016 e na Portaria SEDES 176-R/2025; não substitui o seu contador. O benefício depende de operação real no Espírito Santo e de aceite da SEDES.

Como o ICMS do e-commerce é dividido?

Quando a loja vende para consumidor final de outro estado, o imposto se divide em alíquota interestadual (origem) e DIFAL (destino). O que muda de um estado para outro é a parte da origem e a existência de programa que a reduza. O destino recebe o DIFAL em qualquer cenário.

Comparativo entre os estados do Sudeste

Estado de origemAlíquota internaPrograma para e-commerceCarga típica na venda a consumidor de outro estado
Espírito Santo17%Compete-ES: origem em ≈ 1,1%≈ 1,1% + DIFAL do destino (≈ 7,1% para SP)
São Paulo18%Sem programa amplo equivalente≈ alíquota interna do destino (18% ou mais)
Minas Gerais18%TTS para comércio eletrônico, com regras própriasDepende do enquadramento; sem TTS, alíquota interna do destino
Rio de Janeiro20% + 2% FECPProgramas setoriais específicosAlíquota interna do destino

Fora do Sudeste, o concorrente direto do Compete é o TTD 478 de Santa Catarina, que também reduz a carga de ICMS para quem distribui a partir do estado. A escolha entre ES e SC costuma ser decidida pela logística: de onde saem os produtos e para onde vão.

Exemplo: R$ 1 milhão por mês para consumidores em SP

CenárioCargaICMS/mêsICMS/ano
De dentro de SP≈ 18%≈ R$ 180 mil≈ R$ 2,16 milhões
Do ES com Compete≈ 7,1%≈ R$ 71 mil≈ R$ 852 mil
Diferença≈ 10,9 pontos≈ R$ 109 mil≈ R$ 1,3 milhão

Estimativa ilustrativa, antes do frete adicional e dos custos de galpão e endereço no ES.

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O que entra na conta além do ICMS

  • Frete. A mercadoria vai do fornecedor para o ES e do ES para o cliente. Para quem já compra de fornecedores do Sudeste e vende para todo o Brasil, o desvio costuma ser pequeno em relação à economia; para quem vende quase tudo dentro de SP, a conta muda.
  • Galpão e operador logístico. Custo por metro quadrado e por pedido expedido.
  • Endereço administrativo e contador no ES.
  • Regime tributário. O Compete exige Lucro Presumido ou Real; quem está no Simples precisa avaliar a mudança de regime como um todo.

Para quem a mudança compensa

Em geral, para lojas com faturamento acima do teto do Simples, margem apertada e vendas espalhadas por vários estados. Quanto maior o volume interestadual, maior a diferença. O guia completo do programa está em Compete-ES: como o e-commerce reduz o ICMS para cerca de 1,1%.

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Perguntas frequentes

Quanto um e-commerce paga de ICMS vendendo de São Paulo?

Na venda a consumidor dentro de SP, a alíquota interna de 18%. Para outros estados, a interestadual (7% ou 12%) mais o DIFAL até a alíquota interna do destino.

E vendendo do Espírito Santo com o Compete-ES?

Cerca de 1,1% na origem mais o DIFAL do destino. Para SP, aproximadamente 7,1% no total.

Minas Gerais e Santa Catarina têm programas parecidos?

Minas tem o TTS para comércio eletrônico e Santa Catarina o TTD 478, cada um com regras e enquadramento próprios. A escolha costuma depender da logística.

A economia é garantida?

Não. Depende do mix de produtos, dos destinos, do regime da empresa e do aceite da SEDES. Os números deste artigo são estimativas.

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